quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PEC 300 divide Câmara e corre risco de não ser votada


Temer, ao centro, com Renan e outros parlamentares na reunião que ressuscitou a PEC 446 e colocou em risco a PEC 300
Fonte: Congresso em Foco
04/02/2010 - 06h20
Com o apoio mesmo de um líder dos PMs, proposta que unifica salários pode ser substituída por outra que estabelece piso da categoria
Ela embalou as duas primeiras sessões da Câmara. Não foram poucos os deputados que subiram à tribuna para defendê-la. Pelos corredores, dezenas de manifestantes cobravam a sua aprovação. Todo esse clima, porém, não foi o suficiente para garantir a sua aprovação. A PEC 300/08, que atrela o salário inicial dos policias e bombeiros militares aos vencimentos dos seus colegas do Distrito Federal, está ameaçada. Mais do que isso, a PEC divide líderes dos PMs e bombeiros e parlamentares. E, por conta dessa polêmica, corre o risco de sequer ser votada.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai propor aos líderes partidários, na próxima semana, que a Casa deixe de lado a proposição e analise em seu lugar a PEC 446/09, que cria o piso salarial para os servidores policiais e remete a definição do novo valor a uma lei federal, a ser enviada pelo Executivo ao Congresso no prazo máximo de um ano. Em tese, poderia ser um avanço. O problema é que ela não dá nenhuma garantia de isonomia salarial às categorias, igualando os vencimentos, como sugere a PEC 300, ao que ganham os PMs e bombeiros do DF.
A PEC 300 aumenta para R$ 4,5 mil o salário inicial dos praças e para R$ 9 mil o dos oficiais. Atualmente, a média nacional é de R$ 1.814,96. E é justamente nesse ponto que a PEC empaca e começa a gerar resistências. De saída, nem todos os estados teriam recursos em caixa para pagar um aumento que, em alguns casos, será de mais de 100%. Para resolver isso, o texto estabelece que a União terá de ajudar, por meio de um fundo próprio, os governos estaduais não conseguirem arcar com o piso. O Rio Grande do Sul, com R$ 850, e o Rio de Janeiro, com R$ 900, são os estados com salário inicial mais baixo da categoria. Aí, transfere-se o problema para o governo federal, que teria, então, de arcar com o dinheiro. Um impacto que, calcula-se, poderia ser de mais de R$ 3 bilhões nas contas públicas. Assim, parlamentares da base do governo e oposicionistas ligados a governos que teriam de recorrer aos cofres para pagar o aumento, como os tucanos ligados a José Serra, de São Paulo, uniram-se contra a PEC. E em busca da solução pensada pelo presidente da Câmara.
Ganha, mas não leva
A sugestão de Temer irritou os deputados que coordenam a Frente Parlamentar em Defesa dos Policiais e Bombeiros Militares, que prometem acirrar as mobilizações da categoria nas próximas semanas em favor da PEC 300. “A PEC 446 é a PEC ‘ganha, mas não leva’. Ela não inclui os pensionistas entre os beneficiários e remete o piso para uma lei federal, isso nunca vai ser implantado na prática”, critica o coordenador da frente, deputado Capitão Assumpção (PSB-ES). “Se a PEC 300 não for aprovada, será o caos, o Brasil vai parar”, acrescenta o deputado Major Fábio (DEM-PB), sinalizando com a possibilidade de greve da categoria em todo o país.
Num sinal da divisão dos policiais, a reunião em que Temer sacou como solução a PEC 446 teve a participação do presidente da Associação Nacional dos Praças do Brasil (Anaspra), o deputado distrital Cabo Patricio, do PT. Patrício rebate o discurso de seus colegas que defendem a PEC 300. Para ele, eles estão vendendo “ilusões” aos militares. “A PEC 300 é inconstitucional, por mais que tenha passado na Comissão de Constituição e Justiça. O legislador não pode criar despesas para o Executivo sem prever a fonte desses recursos. Isso é tarefa do Executivo”, ressalta o deputado distrital.
Além de Patrício, que é vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, participaram da reunião sobre a PEC dos PMs os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Wellington Salgado (PMDB-MG), Valdir Raupp (PMDB-RO) e a deputada Fátima Bezerra (PT-RN). Autor da PEC 446, já aprovada no Senado, Renan sugeriu a Temer que os deputados analisassem a sua proposição e arquivassem a PEC 300.
Caminho mais seguro.
Na avaliação de Cabo Patrício, a votação da proposta do senador de Alagoas é o caminho mais seguro para a categoria não ficar sem a melhoria salarial. O petista acredita que a PEC 446 poderia ser aprovada já na próxima semana por causa da disposição de Temer em quebrar os prazos regimentais. Ele sugere uma pequena mudança no texto, antecipando de um ano para seis meses o prazo para que os novos salários entrem em vigor.
“Não se pode definir valor de um piso salarial na Constituição. O governo criou o piso da educação por lei ordinária. O mesmo vai acontecer agora com os agentes de saúde. Esse é o procedimento legal. Sairá muito mais rápido se apensarmos as duas propostas. O que menos importa é o autor ou o número da PEC”, afirma.
O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Policiais e Bombeiros Militares diz que não há acordo para a votação nesses termos. “São duas PECs distintas. A 300 rodou 26 estados com audiências públicas e foi desenhada por todos os bombeiros e militares. Não há como incluir agora uma PEC do Senado que não tem apoio social, que nem estabelece o piso. Nossa Casa não é subordinada a nenhuma Casa”, protesta o deputado capixaba, que calcula em R$ 3,5 bilhões, citando estimativas de uma agência de investimentos, o impacto da PEC 300 sobre os cofres da União.
Capitão Assumpção dispara contra Cabo Patrício e os dois principais candidatos à sucessão do presidente Lula, o governador José Serra (PSDB) e a ministra Dilma Rousseff (PT). “Tanto o governo quanto a oposição acham que vão ganhar a presidência da República. O discurso dos dois é que segurança pública é investimento, e não despesa. Mas a prática deles é outra”, critica.
Na avaliação dele, o deputado distrital que preside a Associação dos Praças resiste à PEC 300 com receio de que o atrelamento do piso nacional aos vencimentos do Distrito Federal prejudique as negociações da categoria na capital federal.
“Não posso ser irresponsável de vender um sonho para os profissionais. É muito melhor que fiquem insatisfeitos comigo agora. Na verdade, quanto mais aumentar o salário nos outros estados, mais discurso tenho para reivindicar a melhoria da categoria no DF”, rebate Patrício. “Espero que os parlamentares se sensibilizem, que acabe essa guerra de vaidade, porque quem tem a ganhar com isso é a sociedade”, acrescenta.
O deputado petista diz que o governo tem sinalizado com a possibilidade de ajudar os estados a garantirem um piso de R$ 3,2 mil para os policiais e bombeiros militares em todo o país. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), porém, não garante isso: “O governo não vai encaminhar posição sobre o tema”.
O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) reforça os argumentos contrários à PEC 300. O parlamentar defende a aprovação da PEC 446 e a rejeição da PEC 300. Ele considera indevido estabelecer um valor para o piso na Constituição e afirma que não é razoável igualar ao piso de quem trabalha no Distrito Federal o salário de quem trabalha em estados onde o custo de vida é muito inferior ao da capital federal.
“A PEC 300 é apelativa. Imagina um monte de policial dizendo que vai ganhar R$ 5 mil, mesmo sem curso superior, enquanto um professor com mestrado tem o piso de R$ 4 mil. Quem ganhar R$ 5 mil no Piauí vai ser rico. Isso não condiz com a realidade nos estados”, argumentou Fonteles.
"Eleitoreira e oportunista"
Fonteles explica que uma proposta para mudar a Constituição deve conter apenas a intenção de um piso e não estipular um valor. O deputado diz que o certo é uma lei federal estabelecer o piso, como está previsto na PEC 446 e como foi feito com o piso salarial de outras categorias, como a dos professores.
“Seria uma coisa esdrúxula colocar um valor de piso escrito na Constituição. Nunca foi função do Legislativo impor valores que estados e União devem gastar. Não condiz com a visão constitucional. Não tem sentido que agora, vindo o tempo depois da crise, a gente multiplicar por 10 vezes o valor pago a uma categoria”, considera.
Fonteles qualifica a PEC 300 como uma “medida eleitoreira e oportunista”. “Temos que ter um piso nacional e gradativamente ter perspectivas de aumento e de se completar com recursos da União. O estado de São Paulo poderia estar pagando o mesmo que pagam no Distrito Federal. Mas o Piauí, o Maranhão e outros estados, não”, ressalta.
Segundo o deputado petista, a proposta não tem sido adequadamente debatida pelos deputados. “Deveria discutir sobre os policiais terem nível superior em todos os estados e serem mais capacitados do ponto de vista dos direitos humanos. Quanto mais capacitado, melhor a remuneração. Isso é mais próximo da realidade”, disse Fonteles.
Companheiros de partido de Michel Temer afirmam que defendem o piso, mas sem estipular o valor mínimo vinculado ao salário do Distrito Federal. O vice-líder do PMDB na Câmara Rocha Loures (PR) confirmou que o partido defende a aprovação da PEC 446. Loures justifica que a tramitação dessa proposta seria mais rápida, por já ter sido aprovado no Senado, e que contemplaria os policiais civis. O deputado argumenta também que a PEC 446 evita veto presidencial, já que o valor seria estipulado por lei federal posterior.
“O PMDB defende a aprovação da PEC 446, sem estipular o valor, para evitar a possibilidade de veto. A preocupação com segurança é muito grande, então se justifica a proposta. Acho que greve não é razoável”, considerou Rocha Loures.
Bolsas e heróis
No último dia 26, o governo federal lançou as bolsas Copa e Olímpica para reforçar os salários dos policiais que vão trabalhar no Rio e nas cidades que sediarão o mundial de futebol em 2014 . “Essas propostas não contemplam a categoria. Não beneficiam as pensionistas e os aposentados, nem os policiais das localidades onde não haverá jogos”, critica o deputado Major Fábio. “Os únicos heróis deste país são os policiais e os bombeiros militares. A PEC 300 é o grande estímulo para a categoria atualmente”, reforça.
A Bolsa Copa será acrescida de maneira gradativa e, ao final, incorporada aos salários de policiais e bombeiros das capitais que sediarão as competições. Neste ano, os profissionais de segurança pública irão receber um bônus de R$ 550. Em 2011, esse valor subirá para R$ 665. Em 2012, para R$ 760, e em 2013, a bonificação será de R$ 865. No ano da Copa, esses profissionais passarão a receber R$ 1.000 a mais no salário. Esse será o valor incorporado.
A Bolsa Olímpica será paga somente para agentes de segurança e bombeiros do Rio de Janeiro. Os profissionais de segurança do Rio que aderirem ao programa de formação irão receber o acréscimo ao salário de R$ 1.200.

Confusão marca manifestação de policiais e bombeiros na Câmara


Eles pedem equiparação de salários aos profissionais do DF. Segurança da Casa tentou barrar entrada dos manifestantes.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

Policiais e bombeiros fazem protesto na Câmara dos Deputados pela aprovação da PEC 300. Foto: Wilson Dias/ABr )Uma confusão nesta quarta-feira (3) envolvendo seguranças da Câmara dos Deputados e manifestantes favoráveis à equiparação de salários de policiais e bombeiros de todo o país aos dos profissionais do área do Distrito Federal quase acabou em conflito. Após alguns minutos de tensão e ameaça de invasão foi fechado um acordo que permitiu a entrada de parte dos manifestantes nas galerias do plenário.

Os manifestantes pedem a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um piso nacional para os bombeiros e policiais militares de todo o país. Nesta PEC, o piso seria o atual salário dos policiais do Distrito Federal, que é superior a R$ 4 mil mensais. A proposta está pronta para ir a plenário, mas não há qualquer sinal de acordo que permita a votação.
A confusão começou porque a Polícia Legislativa bloqueou um corredor que dá acesso ao Salão Verde e ao plenário da Casa. A justificativa é que na sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo, nessa terça-feira (2), houve excesso dos manifestantes favoráveis à PEC, que gritaram palavras de ordem durante a sessão.
Os manifestantes, no entanto, não aceitaram a ordem da segurança da Casa e ameaçaram invadir o local. Segundo a Polícia Legislativa, havia mais de 500 manifestantes. Diante do impasse, alguns parlamentares intermediaram a situação e evitaram um conflito. Após a mediação, a Polícia Legislativa concordou em permitir a entrada de 300 pessoas nas galerias mediante a apresentação de senhas que foram distribuídas pelos próprios deputados.
- Wellington A. Oliveira - Colaborador
Fonte: BLOG DA RENATA 

PEC 300 OS DEPUTADOS E ASSOCIAÇÕES MILITARES DO AMAPÁ.


A Proposta de Emenda à Constituição Federal de nº 300 tem como objetivo igualar os salários de todos os policiais e bombeiros militares aos salários dos militares do Distrito Federal. A proposta é de autoria do Deputado Federal por São Paulo, Arnaldo Faria de Sá. Mas a proposta inicial já sofreu algumas emendas, das quais uma foi inclusão dos policiais civis.
Desde sua proposição os movimentos em defesa da aprovação da PEC 300 vêm crescendo, e com isso atraindo políticos dos mais diversos partidos com a intenção de apóia, ou mesmo ganhar dividendos políticos.
Paralela a PEC 300 surgiu outra proposta, a PEC 41 de autoria do Senador Renan Calheiros, que virou PEC 446 na Câmara dos Deputados, a qual institui um piso salarial para os servidores da Segurança Pública, porém não estipula de quanto será esse piso.
Alguns Senadores e Deputados afirmam que a PEC 300 é inconstitucional em virtude de instituir um piso salarial para todos os militares, ratificado pelo Presidente da Câmara, Deputado Michel Temer. Assim a PEC 41 hoje é a que tem maior possibilidade de ser aprovada pelos deputados, porém existe uma forte pressão de todas as associações pela aprovação da PEC 300. Caravanas e mais caravanas de militares todos os dias se deslocam para Brasília com a intenção de fazer pressão nos parlamentares pela aprovação da PEC 300. Blogs e Sites de militares e associações discutem as reais possibilidades de a proposta ser aprovada e os benefícios que podem advir para os servidores da Segurança Pública.
Alheio a tudo isso se encontra as lideranças políticas do Amapá e os presidentes de associações militares, sejam de Cabos e Soldados - ACS, Militares Estaduais – ASMEAP. A única manifestação que tivemos foi de um Deputado de outro Estado que veio ao Amapá e fez uma pequena passeata ladeada de alguns políticos que aproveitaram o momento para aparecer mais uma vez para o eleitorado e ganhar visibilidade.
As associações não mantêm um site ou blog que possa discutir o assunto, não enviam ninguém a Brasília para acompanha o andamento e participar das manifestações em pró da proposta, e os Deputados Federais do Amapá não dizem nada, todos mudos, se quer devem saber da importância da proposta. Diante desse quadro fica a pergunta, no Amapá existem Deputados Federais? No Amapá temos associações independentes e proativas?  

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

CAS - ESTADUAL CBMAP 2010

video

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PROJETO LIMITA A CARGA HORÁRIA DE POLICIAIS A 30 HORAS SEMANAIS


Capitão Assumção: carga horária de agentes de segurança pública não pode ser a mesma do trabalhador comum.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5799/09, do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), que limita a 6 horas diárias ou 30 horas semanais a carga horária de trabalho dos agentes de segurança pública.

Pela proposta, policiais civis e militares, bombeiros, guardas municipais e portuários bem como policiais federais, ferroviários federais e rodoviários federais, "entre outros", terão direito a essa carga horária.
O autor da proposta lembra que os trabalhadores da segurança pública convivem diretamente com o perigo, o que gera desgastes físicos e psicológicos e uma maior exposição a doenças e acidentes de trabalho. O deputado argumenta também que os policiais, assim como já acontece com os profissionais de saúde, não podem ser equiparados ao regime comum de trabalho estipulado pela Constituição em 44 horas semanais.
A limitação da carga horária, de acordo com o deputado, também movimentará o mercado de trabalho e a economia brasileira. "O projeto fomentará a criação de vagas no setor de segurança pública, reduzindo assim o desemprego", disse.
Regulamentação
Segundo ele, enquanto a União não regulamentar a carga horária diferenciada para agentes de segurança, estados e municípios continuarão a promover uma "verdadeira farra" sobre o assunto. "Há casos de funcionários de uma mesma unidade da Federação que possuem regimes de trabalho diferenciados sem qualquer embasamento legal."
O projeto também garante a adequação do horário de trabalho aos agentes de segurança pública que estiverem em atividade na data de publicação da lei. Nesse caso, eles não poderão ter o salário reduzido em virtude da mudança da carga horária.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Assessoria do parlamentar

domingo, 10 de janeiro de 2010

Associação sem mobilzação

Estava vendo o BLOG da Associação dos Militares Estaduais do Acre - AMEAC  e aumentou ainda mais minha revolta contra a atual Diretoria da Associação dos Militares do Estado do Amapá- ASMEAP. Uma associção sem mobilização, sem bandeiras e sem propostas concretas. O BLOG das AMEAC é atualizado e reinvindica a aprovação das propostas que vão beneficiar todos os militares, sobretudo a PEC 300 que é um anseio de todos os miltares do Brasil. A ASMEAP não tem uma linha em seu site sobre essas propostas é desatualizado, por isso não tem utilidade para os militares, já que não informa das suas pretensões.

Uma associação que parece está presa ao poder, assim com como todos os entidades do Estado. Em um Estado que a impresa é vendida é necessário que pelo menos as associações reinvindique algo, mas quando até as associações se curvam ao poder essas reinvindicações ficam superficiais, e o resultado é essa inércia na aprovação das legislações pertinentes aos militares e desvalorização das classes.

GREVE NACIONAL OU PEC 300?



Criatividade e Protesto em Sergipe

Criatividade e Protesto em Sergipe

Militares protestam em praça pública por melhores condições de trabalho




Na manhã desta última terça-feira, dia 05, A Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (ABSMSE) realizou um ato público na Praça Fausto Cardoso, localizada no coração comercial da capital. Com grande criatividade, o evento tinha o objetivo de mobilizar os militares e chamar atenção da sociedade para questões como: a carga horária, desvio de função e exigência do nível superior para ingresso na Polícia Militar. Os bonecos Sargento Esperança, Sargento Sobrecarregado, sargento Inteligente, Sargento Injustiçado, Cabo Desmotivado, Cabo Humilhado e Soldado Desviado da Função, dentre outros, dão o tom da graça e expõe as dificuldades sofridas pelo militares sergipanos, que não diferem das dificuldades encontradas no Acre. Pelo menos os bonecos não estão sob nenhum regulamento disciplinar.
Segundo um site de notícias da região, sargento Edgar, um dos líderes do protesto, afirmou que um acordo firmado em 2009 com o governo previa que o policial militar trabalharia 40 horas semanais e até agora não está sendo colocado em prática.
"A nossa luta é pela igualdade salarial, pelo nível superior, pela carga horária. Queremos os policiais nas ruas e não nas delegacias atendendo telefones e servindo café", disse o sargento ao site de notícias.
Dentro outras reivindicações estão: falta de armamento, coletes balístico, viaturas em boas condições e treinamento adequado e falta de promoções (existem militares com mais de 15 sem promoções). Outra reivindicação que pode ser um grande passo para as demais corporações do Brasil é feita pelos dirigentes dessas associações e diz respeito a desmilitarização da policia.

Para o sargento Vieira, organizador do evento, é preciso tirar o policial das repartições públicas para que esse possa estar nas ruas em defesa do cidadão. “Nosso protesto é ordeiro. Não temos nada contra o governador. O que estamos reivindicando é o nosso direito. Nós estamos sendo escravizados e isso não é possível, pois ai o militar fica desmotivado, alem disso, é preciso que o militar não seja escravizado, prestando serviços nos horários de folga sem remuneração”, explicou Vieira ao jornalista do site Faxaju.

Perseguição aos dirigente

Os PMs alegam que os dirigentes das associações estão sendo perseguidos já que segundo eles, esses estão sendo convocados para o trabalho, porem sem uma escala definida. Eles querem uma escala de serviço definida para que possam organizar o tempo para se dedicaram às associações.
 

Deputados mobilizam militares para a marcha em Brasília




Os deputados que compõem a frente parlamentar em defesa dos policiais militares e bombeiros estão percorrendo, durante o período de recesso, todos os estados brasileiros de modo a se criar uma mobilização nacional que possibilitará a ida até o Congresso Nacional de milhares de bombeiros e policiais para que se exerça a devida pressão aos parlamentares durante a votação da PEC 300 que ocorrerá, ou entre os dias 3 e 4, ou entre os dias 10 e 11 de fevereiro.

No ano passado, as PEC que foram votadas, principalmente as que se tratavam de pisos salariais, contaram com a presença maciça dos trabalhadores respectivos, a exemplo da PEC do piso dos agentes comunitários de saúde.
O Deputado Capitão Assumção está peregrinando no Espírito Santo, pelos batalhões de polícia militar e corpo de bombeiros, companhias independentes e destacadas, pelotões e destacamentos, pedindo aos companheiros que também prossigam em caravanas nesses dias, até Brasília.

No Acre não se sabe

Diversos militares do Acre já se manifestaram a favor da ida até Brasília para ajudar a pressionar nas votações. A exemplo do que aconteceu na última ida de Ribeiro, enquanto presidente interino da Ame, muitos associados solicitam da entidade um ônibus que os leve à capital federal. A Ame ainda não ofereceu qualquer parecer. Nenhum deputado afirmou também vir ao Acre para realizar a mobilização. Enquanto isso não se resolve, o que podemos fazer é nos motivar e nos unir.
Um ponto que deve ficar claro nas reuniões entre as entidades representativas dos militares no início de fevereiro é como mobilizar os militares em nível nacional? Como será articulada a paralização? As pressões sofridas como serão remediadas? Infelizmente saberemos apenas depois das reuniões.

Combatendo as mentiras

Para se ter idéia de que esse montante é insignificante, o Ministério da Educação joga pelo ralo, anualmente, 15 bilhões e 100 milhões de reais em política inadequada de repetência e evasão escolar. No final do ano, a União colocou dentro do BNDES, 90 bilhões de reais para ser entregue de mão beijada às empresas privadas. E nós, guardiões da paz. É só porrada????? Queremos nossa dignidade.
Saímos diariamente às ruas gerenciando conflito o tempo todo. Vocês já perceberam que graças à nossa atividade de gerenciamento de conflito, contribuímos sobremaneira para que o número de novos criminosos não suba estratosfericamente???
A cada conflito debelado, tiramos a potencialidade de geração de um novo criminoso para a sociedade. E o que ganhamos em troca??? Migalhas!!!
O reconhecimento tem que vir agora. Chega dessa conversa fiada de bolsa enganação.
Queremos a aprovação da PEC 300 na Câmara e no Senado.

Fonte: http://www.capitaoassumcao.blogspot.com/. Parte da Matéria falando do Acre é de responsabilidade do Blog da Ameac.

Reunião definirá os passos para a greve nacional

Ameac precisa definir quem representará o Acre em Brasília

Nos dias 01, 02, e 03 de fevereiro a Associação Nacional de Praças (Anaspra) realizará reuniões, em Brasília, para tratar sobre o indicativo de greve nacional dos militares estaduais de todo o Brasil. A paralisação acontecerá caso não seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional de número 300.
O movimento a favor da aprovação da PEC 300 e da paralisação ganhou mais força com a inserção da Polícia Civil que promete cruzar os braços também. As reivindicações fazem parte de uma nova proposta: a solidificação de um Movimento Unificado das Polícias Estaduais do Brasil que promete fazer bastante barulho.
No Acre, com o desestímulo dos militares frente aos últimos acontecimentos envolvendo a Associação dos Militares Estaduais do Acre (AME/AC) com a volta de Natalício Braga e a cooptação de Ribeiro, talvez o movimento não ganhe grande força. Procuramos conversar com responsáveis pela a Ameac para saber quem iria representar os militares do Acre na reunião em Brasília, mas não obtivemos êxito nas ligações.
Um vídeo está sendo exibido na internet pelo site da Pec 300 como ameaça de paralisação e solicitando dos militares coragem e união.
 
Fonte: Associação do Militares Estaduais  do Acre