A discussão sobre a desmilitarização da PM e BM tem tomado corpo nos últimos anos, provocada pelos resultados negativos na segurança pública, principalmente nos serviços de policiamento. Mas o militarismo deve ser observado em primeiro momento em seu conceito administrativo para polícias e bombeiros, se o sistema é o adequado para as condições operacionais exigidas hoje. E se formos fazer uma análise séria chegaremos à conclusão que o sistema militar para as corporações é ineficaz administrativamente, pelos resultados que tem alcançado. E ao mesmo tempo por não materializa no dia-a-dia o que está no papel, ou melhor, o que está nas leis que organizam essas corporações.
A palavra Militar deriva do latim (“... andar em mil" homens...) ou militare (relativo à guerra, a soldados das três forças armadas), e foi adotada pelas forças auxiliares do Brasil (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros), pela cultura repressiva que cultuou o Brasil no último século. Assim percebe-se que o militarismo é uma forma organizacional que parou no tempo e adota as mesmas práticas usadas há décadas atrás.
O militarismo tem como base a hierarquia e disciplina, pilares que sustentam a doutrina militarista há séculos. Esse método usado pelo militarismo se baseia em divisão de classes e subclasses, que são oficiais e praças, os quais se dividem hierarquicamente em postos e graduações respectivamente.
Com esse método piramidal o ápice é formado por os oficiais superiores que gerenciam todo o sistema que são nas forças auxiliares formado por coronéis, Tenentes- coronéis e majores, que são auxiliados pelos oficiais intermediários, os capitães, que por fim designam as missões para os oficiais subalternos, que são os primeiros e segundos tenentes. Essa basicamente é a formação da cúpula que detém os privilégios no sistema militar, como se fossem a corte de uma monarquia.
Do outro lado temos as praças que são a força motriz do sistema, formada por cabos e soldados, elementos de execução, e subtenentes e sargentos coordenadores das tarefas e auxiliares dos oficiais nas mais diversas tarefas, estes últimos podemos considerá-los com a classe média baixa de uma sociedade capitalista.
No papel seria isso, mas na prática é difícil de executar toda essa escala, tendo em vista a peculiaridade da atividade PM e BM. Enquanto a PM trabalha com o policiamento ostensivo, cujo objetivo é prevenir e evitar a ocorrência de crimes. Usa viaturas, motos, bicicletas e quando não, vão a pé. A formação das guarnições em sua grande maioria é de soldados, comandada por cabo ou sargento, enquanto os oficiais ficam na gerência do serviço. Mas em virtude da necessidade da formação de pequenas guarnições, de no máximo três, em muitos casos a guarnição é comandada por soldado, o que quebra a intenção do sistema. Os oficiais quando chegam a Capitão já não atuam nas ruas, e se acomodam em salas de comandos dos vários quartéis. E quase todos ganham gratificações para exercer funções que em muitos casos só existem no papel, sem falar do grande número de oficiais para fazer uma única tarefa.
No CBM não é diferente, apenas a atividade fim. O Bombeiro tem como função o combate ao sinistro, e o salvamento, seja qual for. Hoje o serviço mais executado pelos bombeiros é o de atendimento pré-hospitalar, as guarnições em sua grande maioria são formadas por soldados e cabos, com raras exceções sargentos, salvo alguns estados que já se utilizam de médicos em suas viaturas.
Assim podemos fazer uma leitura do sistema militar, e o porquê se deve desmilitarizar as polícias e corpo de bombeiros, primeiro pela ineficácia administrativa que o sistema proporciona as corporações, e depois pela desigualdade que existe entre as classes.
Contudo a desmilitarização não é a única solução para melhorar a atividade policial, se fosse tínhamos uma polícia civil eficiente, e sabemos que não temos, prova disso é que a militar mesmo com seus inúmeros defeitos faz grande parte do serviço da civil. Portanto o errado não é apenas o sistema. Um conjunto de fatores torna ineficiente o sistema hoje existente, seja ele militar ou civil.
A palavra Militar deriva do latim (“... andar em mil" homens...) ou militare (relativo à guerra, a soldados das três forças armadas), e foi adotada pelas forças auxiliares do Brasil (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros), pela cultura repressiva que cultuou o Brasil no último século. Assim percebe-se que o militarismo é uma forma organizacional que parou no tempo e adota as mesmas práticas usadas há décadas atrás.
O militarismo tem como base a hierarquia e disciplina, pilares que sustentam a doutrina militarista há séculos. Esse método usado pelo militarismo se baseia em divisão de classes e subclasses, que são oficiais e praças, os quais se dividem hierarquicamente em postos e graduações respectivamente.
Com esse método piramidal o ápice é formado por os oficiais superiores que gerenciam todo o sistema que são nas forças auxiliares formado por coronéis, Tenentes- coronéis e majores, que são auxiliados pelos oficiais intermediários, os capitães, que por fim designam as missões para os oficiais subalternos, que são os primeiros e segundos tenentes. Essa basicamente é a formação da cúpula que detém os privilégios no sistema militar, como se fossem a corte de uma monarquia.
Do outro lado temos as praças que são a força motriz do sistema, formada por cabos e soldados, elementos de execução, e subtenentes e sargentos coordenadores das tarefas e auxiliares dos oficiais nas mais diversas tarefas, estes últimos podemos considerá-los com a classe média baixa de uma sociedade capitalista.
No papel seria isso, mas na prática é difícil de executar toda essa escala, tendo em vista a peculiaridade da atividade PM e BM. Enquanto a PM trabalha com o policiamento ostensivo, cujo objetivo é prevenir e evitar a ocorrência de crimes. Usa viaturas, motos, bicicletas e quando não, vão a pé. A formação das guarnições em sua grande maioria é de soldados, comandada por cabo ou sargento, enquanto os oficiais ficam na gerência do serviço. Mas em virtude da necessidade da formação de pequenas guarnições, de no máximo três, em muitos casos a guarnição é comandada por soldado, o que quebra a intenção do sistema. Os oficiais quando chegam a Capitão já não atuam nas ruas, e se acomodam em salas de comandos dos vários quartéis. E quase todos ganham gratificações para exercer funções que em muitos casos só existem no papel, sem falar do grande número de oficiais para fazer uma única tarefa.
No CBM não é diferente, apenas a atividade fim. O Bombeiro tem como função o combate ao sinistro, e o salvamento, seja qual for. Hoje o serviço mais executado pelos bombeiros é o de atendimento pré-hospitalar, as guarnições em sua grande maioria são formadas por soldados e cabos, com raras exceções sargentos, salvo alguns estados que já se utilizam de médicos em suas viaturas.
Assim podemos fazer uma leitura do sistema militar, e o porquê se deve desmilitarizar as polícias e corpo de bombeiros, primeiro pela ineficácia administrativa que o sistema proporciona as corporações, e depois pela desigualdade que existe entre as classes.
Contudo a desmilitarização não é a única solução para melhorar a atividade policial, se fosse tínhamos uma polícia civil eficiente, e sabemos que não temos, prova disso é que a militar mesmo com seus inúmeros defeitos faz grande parte do serviço da civil. Portanto o errado não é apenas o sistema. Um conjunto de fatores torna ineficiente o sistema hoje existente, seja ele militar ou civil.

0 comentários:
Postar um comentário